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Economia & Finanças

MT mantém equilíbrio fiscal no primeiro quadrimestre

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A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) apresentou, nesta quinta-feira (28.5), em audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o balanço das metas fiscais referentes ao primeiro quadrimestre de 2026.

A prestação de contas, requerida pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), apontou crescimento da arrecadação estadual, avanço das exportações e manutenção do equilíbrio fiscal mesmo diante de um cenário econômico nacional marcado por juros elevados e aumento das incertezas.

Durante a apresentação, foram detalhados os resultados da arrecadação estadual, com destaque para o desempenho do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos setores de comércio, serviços, indústria e agropecuária. Os dados também evidenciaram o comportamento positivo das exportações mato-grossenses no início de 2026, impulsionadas principalmente pelas commodities agrícolas.

Ao apresentar os números, o secretário adjunto do Orçamento Estadual, Ricardo Capistrano, destacou que o Estado conseguiu manter a sustentabilidade fiscal sem comprometer os investimentos públicos, especialmente nas áreas prioritárias.

“Estivemos hoje na Assembleia Legislativa para apresentar os resultados fiscais do primeiro quadrimestre de 2026. Destacamos os investimentos realizados, especialmente na área da saúde pública, além da diretriz de manutenção da sustentabilidade do equilíbrio fiscal do Estado de Mato Grosso”, afirmou.

Segundo ele, os resultados demonstram a capacidade do Estado de financiar políticas públicas e manter a estabilidade das contas estaduais.

“Evidenciamos que, nesse período, conseguimos alcançar esse objetivo relacionado a um Estado sustentável, com boa capacidade de financiamento das suas políticas públicas”, completou.

Entre os números apresentados na audiência, o setor de Comércio e Serviços manteve a liderança na arrecadação de ICMS, seguido pela indústria e pela agropecuária. Já a arrecadação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) registrou crescimento impulsionado principalmente pela soja, algodão e milho.

O relatório também trouxe análise do cenário macroeconômico nacional e internacional, abordando fatores como a manutenção da taxa Selic em patamar elevado, a volatilidade do dólar, o comportamento das commodities e os impactos das instabilidades geopolíticas sobre o preço do petróleo.

Ricardo Capistrano afirmou ainda que a expectativa é de continuidade do desempenho fiscal positivo ao longo de 2026.

“Continuamos nessa caminhada e esperamos que os próximos quadrimestres de 2026 mantenham o mesmo desempenho positivo que observamos no início deste ano”, disse.

A audiência pública atende às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina a demonstração periódica das metas fiscais do Estado perante o Poder Legislativo.

Fonte: Governo MT – MT

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Confiança das empresas caiu 3,1% na capital paulista, em abril e voltou para zona de pessimismo

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Desaceleração das vendas, juros elevados e margens de lucro pressionadas derrubaram otimismo dos empreendedores
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) caiu 3,1% em abril. O indicador, produzido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), passou de 102,9 pontos, em março, para 99,7 pontos, no quarto mês do ano, ficando abaixo do limite que separa o pessimismo do otimismo.
[GRÁFICO 1]
Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC)
Abril de 2025 a abril de 2026
Fonte: FecomercioSP

Na avaliação da FecomercioSP, o recuo do indicador pelo terceiro mês consecutivo reflete o atual contexto econômico nacional. Os sinais de desaceleração das vendas — e até mesmo de queda em alguns segmentos —, somados às margens de lucro pressionadas, afetaram o caixa das empresas, principalmente daquelas que já carregam dívidas acumuladas dos últimos anos. Além disso, o conflito no Oriente Médio, com seus efeitos sobre o preço do barril de petróleo, aliado às incertezas do cenário internacional — fatores que influenciaram, inclusive, um corte menor da taxa Selic —, impactou negativamente a confiança das empresas.

A expectativa era de uma nova reação do indicador com o início da queda da Selic e a chegada de datas comemorativas, como o Dia das Mães. Contudo, como o corte da taxa foi menor do que o esperado, não foi suficiente para sustentar a confiança do empresariado.

Os juros elevados e a inadimplência em alta também afetam negativamente o consumo. Por isso, a FecomercioSP recomenda que os negócios adotem uma postura mais cautelosa quanto a novos investimentos e formação de estoques.

Apesar da queda mensal, o ICEC registrou alta de 2,1%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Condições atuais: quesito com pior avaliação
O ICEC é composto pelos subíndices Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) e Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC). Em abril, todos os quesitos sofreram queda na comparação mensal.

O ICAEC recuou 2,3%, passando de 75,6 para 73,8 pontos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a variável cresceu 2,9%, mas segue como o item de pior avaliação do ICEC. Este é o 38º mês consecutivo em que o subíndice permanece abaixo dos 100 pontos. Segundo a Federação, esse movimento demonstra que, embora as vendas tenham crescido nos últimos meses, os empresários ainda estão insatisfeitos em relação à rentabilidade, à pressão de custos, aos juros elevados e à política econômica do governo, entre outros aspectos.

[GRÁFICO 2]
Índices: ICAEC, IEEC e IIEC
Abril de 2025 a abril de 2026
Fonte: FecomercioSP
Já o IEEC passou de 128,3 para 122,7 pontos, registrando recuo de 4,3%. A variável está 0,6% abaixo do apurado no mesmo mês do ano passado.Por fim, o IIEC caiu 2,3%, para 102,6 pontos, mas apresenta alta de 5% em relação a abril de 2025. Este subíndice tem oscilado em torno dos 100 pontos, revelando que os empresários estão adotando uma postura mais cautelosa relacionada a novos investimentos diante das incertezas econômicas e dos juros elevados. Considerando o cenário eleitoral, a FecomercioSP acredita que esse comportamento deve permanecer ao longo de 2026.

Índice de Expansão do Comércio (IEC)
O interesse dos empresários em relação a contratações, compra de máquinas e equipamentos ou abertura de novas lojas, avaliado pelo IEC, recuou 1,5% em abril, ao passar de 107 pontos, em março, para os atuais 105,4 pontos. Apesar da queda, o índice está 5,1% acima do registrado em abril do ano passado. O resultado indica uma desaceleração da propensão a investir, seja em contratação, seja em capital físico.

[GRÁFICO 3]
Índice de Expansão do Comércio (IEC)
Série Histórica
Fonte: FecomercioSP
O Índice de Expectativa para Contratação de Funcionários (ECF) ficou em 117,8 pontos em abril — uma queda de 2% em comparação com os 120,1 pontos registrados em março. Na comparação com abril do ano passado, houve crescimento de 5,8%. Na prática, isso significa que os comerciantes paulistanos ainda pretendem ampliar as equipes nos próximos meses, mesmo vivendo uma conjuntura econômica mais desafiadora. É esse fator que impede o IEC de entrar na zona de pessimismo.No entanto, a situação é diferente quando se trata de gastar com máquinas, reformas, equipamentos ou expansão física. O Índice de Nível de Investimento das Empresas (NIE) marcou 93,1 pontos em abril, ficando abaixo dos 100 pontos pelo 17º mês consecutivo. Na comparação com março, houve queda de 0,9% em relação aos 94 pontos registrados, a terceira retração seguida. Mesmo assim, no acumulado anual, o índice ainda subiu 4,3%.

[GRÁFICO 4]
Expectativa para Contratação de Funcionários
e Nível de Investimento das Empresas

Fonte: FecomercioSP
Em 2026, o IEC iniciou o ano em patamar mais positivo, acima dos 105 pontos. Na avaliação da FecomercioSP, o resultado de abril, no entanto, confirma que esse otimismo ainda enfrenta resistências. A combinação de juros elevados, mais comprometimento da renda familiar e, agora, volatilidade no cenário externo com a guerra no Oriente Médio impõe limites a uma expansão maior.Os empresários do Comércio estão adaptando planos e postergando decisões enquanto aguardam sinais mais claros de como a política econômica vai se comportar após as eleições.

Notas metodológicas
ICEC
Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla a percepção do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas feitas em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que, por sua vez, pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa refere-se ao município de São Paulo, contudo sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.

IEC
Índice de Expansão do Comércio (IEC) é apurado todo mês pela FecomercioSP, desde junho de 2011, com dados de cerca de 600 empresários. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, desinteresse e interesse absolutos na expansão de seus negócios. A análise dos dados identifica a perspectiva dos empresários do Comércio em relação a contratações, compra de máquinas ou equipamentos, e abertura de novas lojas. Apesar de esta pesquisa também se referir ao município de São Paulo, sua base amostral abarca a região metropolitana.

 

Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que afetam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.
Mais informações
Gestão da Comunicação
Lucas Mota — [email protected]

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Custo da cesta básica dispara e ultrapassa os R$ 900 pela primeira vez na série histórica

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Com acréscimo de 1,86% na terceira semana de maio, em comparação à semana anterior, a cesta básica em Cuiabá atingiu o valor de R$ 913,47 e ultrapassou, pela primeira vez na série histórica, a marca de R$ 900. O maior patamar apurado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) elevou em 9,58% a diferença de preço observada em relação ao mesmo período do ano passado, quando o custo era de R$ 833,59.

Gustavo Ourique- O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, enfatizou a alta de preços em produtos que sofrem grande influência climática. “Mesmo com quedas observadas em itens como carne, café, banana e açúcar, as altas concentradas em produtos de maior peso e sensibilidade climática sustentaram o avanço do custo médio da cesta nesta semana.”

É o caso do tomate, que registrou variação semanal positiva de 14,95%, chegando ao preço médio de R$ 13,47/kg. A baixa temperatura registrada nas principais lavouras provoca atrasos na maturação dos frutos, restringe a oferta e pode ocasionar o aumento de preços observado.

A batata também registrou aumento de 9,04%, e a média semanal chegou a R$ 9,10/kg. Segundo análise do IPF-MT, a variação de preço pode estar relacionada também à baixa oferta, consequência do fim da colheita da safra atual e das chuvas observadas em algumas lavouras, que atrasam o processo de colheita do produto.

Outro item que apresentou aumento em decorrência de fatores climáticos foi o feijão, com acréscimo de 2,14%, chegando à média de R$ 8,16/kg. A alta nos custos de produção, em decorrência dos cuidados no armazenamento dos grãos, pode ter resultado em aumento no preço final ao consumidor.

Diante do incremento da oferta à nível global, o café segue em queda pela nona semana consecutiva. Desta vez, a variação negativa observada foi de 1,96%, fazendo com que o pacote de 500 gramas atingisse o preço médio de R$ 29,98, além de ficar 12,11% mais barato em comparação com o mesmo período de 2025.

Wenceslau Júnior reforçou que “a dinâmica das variações observadas nesta semana evidencia a influência das condições climáticas e sazonais sobre a inflação dos alimentos, especialmente entre os produtos in natura e de ciclo agrícola mais sensível.”

O Sistema Comércio em Mato Grosso, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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