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Saúde

SUS realiza primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância, com conexão entre Porto Velho (RO) e Barretos (SP)

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou, nesta terça-feira (30), em Brasília (DF), um momento histórico para o Sistema Único de Saúde (SUS): a primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância, conectando em tempo real equipes médicas do Hospital do Amor Amazônia, em Porto Velho (RO), e do Hospital de Amor, em Barretos (SP). O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, acompanharam a cirurgia em Barretos.

A cirurgia foi realizada em um paciente com neoplasia maligna do reto e contou com atuação integrada de equipes local e remota. Em Porto Velho, a equipe presencial acompanhou o paciente, posicionou os braços robóticos e conduziu toda a assistência no centro cirúrgico. Já a equipe em Barretos monitorou o procedimento em tempo real e assumiu, quando necessário, o comando dos instrumentos cirúrgicos à distância.

Para Padilha, a iniciativa representa um avanço tecnológico capaz de ampliar o acesso da população à cirurgia robótica no SUS. “Estamos construindo uma revolução tecnológica no SUS, que combina conectividade, formação de profissionais e financiamento permanente para ampliar o acesso à cirurgia robótica. Estamos levando o que há de mais moderno para pacientes que vivem longe dos grandes centros, para que não precisem fazer cirurgia longe de casa e possam se recuperar perto da família. Ao mesmo tempo, vamos formar e aprimorar profissionais de várias regiões, multiplicar essa tecnologia e permitir que mais hospitais realizem cirurgias à distância”, destacou o ministro.

A distância de aproximadamente 2,7 mil quilômetros entre as duas cidades é um dos fatores que tornam a iniciativa especialmente relevante. A ação reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a modernização tecnológica do SUS e com a ampliação do acesso à assistência especializada, permitindo que uma instituição filantrópica com atendimento 100% gratuito pelo SUS leve tecnologia de ponta às populações que vivem longe dos grandes centros.

Rede de alta performance para a saúde

Para ampliar a capacidade do SUS na realização de telecirurgias robóticas, os ministros Alexandre Padilha e Frederico de Siqueira Filho, assinaram, em maio, o Termo de Execução Descentralizada (TED) voltado à criação da Rede de Conectividade Saúde Brasil de Alta Performance e Segurança. A iniciativa prevê uma solução integrada de alta capacidade entre o Hospital de Amor, em Barretos (SP), e a unidade localizada em Porto Velho (RO).

Com investimento inicial de R$ 2 milhões e vigência de 30 meses, a iniciativa contempla uma infraestrutura compatível com aplicações críticas em saúde, que exigem comunicação em tempo real, transmissão segura de dados e alta confiabilidade operacional.

Para garantir a segurança do procedimento realizado nesta terça-feira, foram disponibilizadas duas conexões de fibra óptica, redundância em 5G e uma rede dedicada por VPN, reduzindo riscos de instabilidade e assegurando a comunicação em tempo real entre as equipes.

Antes da cirurgia, as equipes passaram por treinamentos e simulações para testar protocolos de resposta, possíveis atrasos e situações de contingência. A escolha do paciente seguiu os mesmos critérios adotados para uma cirurgia robótica presencial.

Cirurgia robótica no SUS

O Ministério da Saúde está ampliando o acesso à cirurgia robótica no SUS, com a incorporação da prostatectomia radical assistida por robô e a inclusão dos Sistemas de Cirurgia Robótica entre os equipamentos financiáveis pela rede pública.

A oferta será implantada de forma gradual, regionalizada e com base em critérios técnicos, priorizando hospitais habilitados em oncologia, com alto volume cirúrgico e capacidade operacional. A estimativa é beneficiar cerca de 5 mil pacientes.

A cirurgia robótica pode trazer benefícios como menor sangramento, redução da necessidade de transfusão, menor tempo de internação, menos complicações e melhor recuperação funcional em casos selecionados. A iniciativa também moderniza a rede pública, qualifica o tratamento cirúrgico do câncer e amplia o acesso a tecnologias de ponta no SUS de forma organizada e responsável.

Sobre o Hospital de Amor

O Hospital de Amor é uma instituição filantrópica referência em oncologia, com atendimento 100% gratuito pelo SUS. Em 2025, realizou mais de 2 milhões de atendimentos, entre consultas, procedimentos e exames, beneficiando mais de 613 mil pessoas de 2.711 municípios brasileiros. A instituição atua nas frentes de prevenção, tratamento, reabilitação, ensino, pesquisa e inovação, levando cuidado humanizado e tecnologia de ponta para pacientes de diferentes regiões do país.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Saúde

Ministério da Saúde avança para levar conectividade a 1.983 unidades de saúde

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O Ministério da Saúde amplia e na qualifica a infraestrutura digital do Sistema Único de Saúde (SUS). Serão 1.983 unidades de saúde de todas as regiões do país contempladas com internet de alta velocidade e infraestrutura interna de conectividade a partir da homologação do resultado do Edital de Chamamento nº 238/2026.

A iniciativa integra o Novo PAC Saúde e a estratégia de Conectividade Significativa do Ministério da Saúde. A ação é realizada em parceria com o Ministério das Comunicações e viabilizada por meio do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

O resultado foi homologado pelo Conselho Gestor do Fust na segunda-feira (29), durante a 27ª Reunião Extraordinária, e publicado pelo Ministério das Comunicações no Diário Oficial da União desta terça-feira (30). Ao todo, 44 prestadoras foram habilitadas e 30 tiveram propostas selecionadas. A previsão é que as conexões sejam concluídas até junho de 2027.

Com internet de alta velocidade e redes internas de Wi-Fi, as unidades terão melhores condições para ampliar o uso da telessaúde, dos prontuários eletrônicos, dos sistemas de informação e de outras soluções digitais do SUS. A infraestrutura também fortalece a integração de dados por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), apoia o trabalho das equipes e contribui para a continuidade do cuidado.

Para subsidiar a elaboração do edital, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), realizou o levantamento das unidades sem conectividade ou com acesso insuficiente à internet e definiu as especificações técnicas necessárias para que as conexões atendam às demandas dos serviços de saúde.

A estratégia de Conectividade Significativa considera não apenas a disponibilidade de internet, mas também velocidade, estabilidade, cobertura interna, equipamentos, manutenção e suporte adequados ao funcionamento das unidades e ao uso efetivo das soluções de Saúde Digital.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a conectividade é uma infraestrutura essencial para sustentar a transformação digital do SUS. “Essa ação dá muita força para sustentar a transformação digital, porque a força de um sistema nacional público de saúde da dimensão do SUS é a Atenção Primária. A conexão de internet e a infraestrutura de Wi-Fi dentro da unidade são avanços muito importantes”, afirmou Padilha.

“A ampliação da conectividade para quase 2 mil unidades de saúde é mais um passo importante para fazer a Saúde Digital chegar aos territórios que mais precisam. Com o apoio do Fust, fortalecemos a infraestrutura necessária para ampliar a telessaúde, integrar informações e apoiar o trabalho das equipes do SUS”, afirmou a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

A iniciativa se soma a outras ações conduzidas pelo Ministério da Saúde para ampliar a infraestrutura digital do SUS, fortalecer a telessaúde e levar serviços especializados a municípios e comunidades mais distantes dos grandes centros.

“Estamos dando mais um passo para universalizar a internet no país e agilizar os atendimentos no SUS. Levar conectividade às unidades de saúde significa encurtar distâncias, facilitar o acesso a especialistas por meio da telessaúde e garantir que o histórico do paciente esteja acessível na tela do médico”, ressaltou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

A região Nordeste concentra a maior parte das unidades incluídas no resultado, com 923 estabelecimentos, seguida pelo Sudeste, com 623. As regiões Norte, Sul e Centro-Oeste terão, respectivamente, 198, 141 e 98 unidades conectadas.

Fust Direto

Este é o terceiro edital da modalidade direta do Fust e o primeiro destinado à área da saúde. Na modalidade direta, as conexões são executadas pelas prestadoras de serviços de telecomunicações com recursos próprios. As empresas selecionadas podem utilizar parte do valor de suas contribuições obrigatórias ao Fust para executar os projetos aprovados, conforme as regras estabelecidas no edital.

A aplicação do Fust na saúde amplia o alcance do fundo e fortalece a infraestrutura necessária à transformação digital do SUS. Com conectividade adequada, as unidades passam a contar com melhores condições para utilizar a telessaúde, os prontuários eletrônicos, os sistemas integrados e outras soluções digitais voltadas à qualificação do cuidado e da gestão.

Max de Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre uso do AAS para prevenir pré-eclâmpsia e eclâmpsia no SUS

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O Ministério da Saúde abriu consulta pública para receber contribuições da sociedade sobre a proposta de incorporação do ácido acetilsalicílico, conhecido como AAS, para prevenção de pré-eclâmpsia e eclâmpsia em gestantes de alto risco no Sistema Único de Saúde (SUS). A Consulta Pública nº 53/2026 está aberta até 6 de julho.

A proposta tem como objetivo fortalecer o cuidado pré-natal e ampliar as estratégias de prevenção de complicações graves durante a gestação. A incorporação do medicamento poderá contribuir para a padronização da conduta clínica, a qualificação da assistência e o enfrentamento da morbimortalidade materna no país. A participação de usuárias, profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e demais interessados contribui com a avaliação da tecnologia e qualificar as políticas públicas de saúde no SUS.

Prevenção de complicações na gestação

A pré-eclâmpsia é uma condição que pode surgir durante a gravidez e está relacionada ao aumento da pressão arterial. Em alguns casos, pode estar associada à presença de proteína em excesso na urina ou a alterações em órgãos como rins, fígado e cérebro. A doença também pode trazer riscos ao bebê, como restrição de crescimento fetal e nascimento prematuro.

Algumas gestantes têm maior risco de desenvolver a condição, como aquelas que já tiveram pré-eclâmpsia em gestação anterior, têm hipertensão crônica, diabetes, obesidade, doenças autoimunes, problemas renais, gestação de gêmeos ou mais, ou gestação decorrente de reprodução assistida.

De acordo com o relatório para a sociedade da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), o uso do AAS em baixa dose pode ajudar a melhorar a circulação na placenta e reduzir processos relacionados ao desenvolvimento da pré-eclâmpsia. O documento aponta que o medicamento apresenta maior eficácia quando iniciado precocemente no pré-natal, sempre com avaliação e orientação profissional.

Evidências analisadas

As evidências avaliadas pela Conitec indicam que o uso do AAS em baixa dosagem reduziu em 23% o risco de pré-eclâmpsia entre as gestantes participantes dos estudos. A análise também apontou maior benefício quando o medicamento é iniciado antes de 20 semanas de gestação, além de redução de parto prematuro e mortalidade perinatal.

Ainda segundo o relatório, não foi observado aumento significativo de hemorragias. O documento destaca que o uso do AAS em baixa dose na gravidez é considerado seguro, não aumentando o risco de malformações no bebê nem de complicações graves para a mãe, quando utilizado com orientação profissional.

Impacto orçamentário estimado

A análise econômica apresentada no relatório da Conitec estima em R$ 755 o custo para cada caso de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia evitado com a incorporação do ácido acetilsalicílico ao SUS.

Já a análise de impacto orçamentário projeta impacto incremental de R$ 111,6 milhões em cinco anos, considerando o período de 2027 a 2031. A estimativa leva em conta um cenário de rápida ampliação do uso do medicamento entre 345,6 mil gestantes de alto risco no Brasil.

Participação social

Durante a consulta pública, a Conitec espera receber contribuições que ajudem a compreender melhor aspectos relacionados ao uso do AAS na gestação, como o período gestacional em que o tratamento foi iniciado, o controle da pressão arterial e a ocorrência de possíveis eventos adversos, como hemorragia, descolamento de placenta ou restrição de crescimento do bebê.

As contribuições recebidas serão analisadas pela Conitec e poderão subsidiar a recomendação final sobre a incorporação da tecnologia no SUS. Os documentos disponíveis reúnem estudos e análises técnicas que embasam a proposta em discussão e ajudam a população a acompanhar o processo de avaliação.

Serviço
Consulta Pública nº 53/2026
Tema: ácido acetilsalicílico para prevenção de pré-eclâmpsia e eclâmpsia em gestantes de alto risco
Período de participação: 16 de junho a 6 de julho de 2026
Quem pode participar: usuárias, profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e demais interessados
Onde participar: plataforma Brasil Participativo.

Participe da consulta pública sobre a incorporação do ácido acetilsalicílico no SUS

Raiane Azevedo
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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