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Saúde

Ministério da Saúde realiza segunda edição do Dia B – Dia da Saúde Bucal, nesta sexta-feira (29)

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O Ministério da Saúde realiza em todo o Brasil, nesta sexta-feira (29), a segunda edição do Dia B – Dia da Saúde Bucal, uma grande mobilização nacional voltada à promoção, prevenção e ampliação do acesso ao cuidado em saúde bucal no Sistema Único de Saúde (SUS). Coordenada no âmbito do programa Brasil Sorridente, a ação reúne equipes de saúde bucal, gestores, escolas, universidades e comunidades em todo o país para fortalecer o enfrentamento da cárie dentária, especialmente entre crianças.

A iniciativa tem como eixo principal a Odontologia de Mínima Intervenção (OMI), uma estratégia baseada em evidências científicas que prioriza abordagens mais humanizadas e acessíveis no cuidado odontológico. Entre as principais técnicas utilizadas está o Tratamento Restaurador Atraumático (ART), procedimento que permite tratar a cárie sem motor, sem dor e, na maioria das vezes, sem anestesia.

Além de preservar a estrutura dentária, o ART amplia o acesso ao atendimento em territórios vulneráveis e contribui para reduzir o medo do cuidado odontológico, principalmente entre o público infantil. O foco na infância é estratégico: o cuidado precoce evita dor, complicações futuras e reduz a necessidade de tratamentos mais complexos na vida adulta.

Mais do que tratar dentes, o Dia B reafirma a saúde bucal como parte essencial do cuidado integral, da dignidade e da qualidade de vida da população brasileira. A mobilização também fortalece a integração entre saúde e educação por meio da articulação com o Programa Saúde na Escola (PSE), permitindo que ações preventivas e de promoção da saúde cheguem diretamente às crianças no ambiente escolar.

A expectativa é de que milhares de municípios participem da ação em todo o país, promovendo atendimentos, escovação supervisionada, aplicação tópica de flúor, atividades educativas e ações coletivas de prevenção. Além das escolas, as ações do Dia B serão realizadas em diferentes locais, a depender do município. Para saber mais sobre os locais de realização e atividades de cada local, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa.

Para o coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Edson Hilan, o Dia B é um evento importante para ampliar o acesso da população às ações de saúde bucal. “O Dia B do Brasil Sorridente tem mobilizado municípios de todo o país em defesa da valorização da saúde bucal e da ampliação do acesso para nossa população. Vamos unir esforços e fazer desse dia mais uma grande demonstração do compromisso do SUS com o cuidado, a prevenção e a promoção da saúde”, afirma o coordenador-geral de Saúde Bucal.

Acesso e promoção da saúde

A primeira edição do Dia B – Dia da Saúde Bucal foi realizada no dia 20 de março de 2026 em mais de 3.800 municípios, além da participação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), e se consolidou como uma das maiores mobilizações já realizadas no SUS na área da saúde bucal.

Durante a semana da mobilização, foram realizados 76.759 Tratamentos Restauradores Atraumáticos (ART) e 116.799 procedimentos preventivos. Além disso, mais de 300 mil crianças foram atendidas em todo o país.

Com a segunda edição do Dia B, o Ministério da Saúde reforça o compromisso do Brasil Sorridente com a ampliação do acesso ao cuidado em saúde bucal, a redução das desigualdades e a consolidação de um modelo de atenção mais humanizado, resolutivo e sustentável no SUS.

Brasil Sorridente

Este ano, o Programa Brasil Sorridente completa 22 anos e está presente em 29 mil UBS em todo o país. A rede de cuidado ampliada conta com 1.190 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), 278 Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (SESB) e 3.805 Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD), além de 34.678 equipes de Saúde Bucal (eSB) presentes na Atenção Primária à Saúde (APS).

Em três anos, as transferências federais do Brasil Sorridente para municípios e estados passaram de R$ 1,5 bilhão em 2022 para R$ 4,1 bilhões em 2025. Somam-se também os investimentos realizados por meio do PAC Saúde para a ampliação física do programa por meio da distribuição de 928 Unidades Móveis Odontológicas (UOM), cujo orçamento gira em torno de R$ 350 milhões, mas com previsão de ampliação para 1.300 unidades a serem distribuídas até o fim do ano.

Conheça o Brasil Sorridente e veja como o SUS cuida da saúde bucal dos brasileiros

Priscila Viana
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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CST da Enfermagem apresenta balanço e homenageia profissionais da área

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A Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou a apresentação do relatório das atividades desenvolvidas ao longo de um ano de debates voltados à valorização da categoria em reunião na tarde desta quinta-feira (28). O encontro lotou o auditório Milton Figueiredo e contou ainda com a entrega de homenagens a profissionais da enfermagem que se destacaram em diferentes regiões do estado. A CST é de autoria do presidente da Casa de Leis, deputado estadual Max Russi (Podemos).

O parlamentar afirmou que a CST da Enfermagem ajudou a ampliar a visibilidade das demandas históricas da categoria dentro do Parlamento e destacou a importância das ações desenvolvidas. “A câmara trouxe a enfermagem para o centro das discussões da Assembleia. São pautas importantes, como piso salarial, carga horária, valorização profissional e segurança no ambiente de trabalho”, citou.

A presidente da CST, Merielly Nantes, destacou que uma das principais pautas discutidas durante o período de funcionamento da câmara foi a efetivação do piso salarial nacional da enfermagem. Segundo ela, embora exista o repasse complementar do Governo Federal, muitos profissionais da rede pública ainda enfrentam atrasos no recebimento dos valores. “O piso é uma conquista onde nós ganhamos, mas não levamos. Muitas vezes esse complemento chegava retroativo, com dois meses de atraso, e isso prejudica os profissionais, porque todo mundo tem contas, compromissos para pagar”, afirmou.

De acordo com Merielly, a CST articula agora, em parceria com o vereador de Cuiabá Ilde Taques (Podemos), a apresentação de um projeto de lei complementar para regulamentar o repasse do piso salarial em Cuiabá. A proposta busca garantir que os valores enviados pelo Governo Federal sejam pagos mensalmente, trazendo mais previsibilidade e segurança financeira para a categoria. “Hoje o principal avanço é justamente essa construção da lei complementar do repasse do piso salarial. A ideia é garantir que esse valor chegue corretamente, junto com o salário, sem atrasos, no mesmo holerite”, explicou.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Outro avanço destacado durante a apresentação do relatório foi a implantação do botão do pânico em unidades de saúde da capital. “O botão foi implantado nas UPAs [unidades de pronto atendimento], policlínicas, Hospital Municipal de Cuiabá e São Benedito. Ele está integrado ao Vigia Mais e conectado diretamente com a Polícia Militar, garantindo mais segurança para os profissionais que enfrentam situações de violência dentro das unidades de saúde”, expôs a presidente da CST.

Segundo ela, a expectativa é ampliar tanto a regulamentação do piso quanto as ações de segurança para outros municípios mato-grossenses. Jaciara foi citada como referência na implementação correta do piso salarial da enfermagem. Para isso, as discussões devem continuar mesmo com o fim do prazo para os trabalhos da câmara.

Segundo Max Russi, será estudada a forma de viabilizar essa continuidade. Ele também defendeu a aprovação do Projeto de Lei nº 1993/2025, que institui oficialmente a campanha estadual Maio Verde Esmeralda – Pela Valorização da Enfermagem. A proposta apresentada pelo presidente da Casa foi uma das pautas do encontro.

“Esse mês de reflexão, o Maio Verde Esmeralda, fortalece muito a categoria, dá visibilidade e faz com que a sociedade e o poder público olhem de forma diferente para os profissionais da enfermagem e valorizem esses trabalhadores da forma como eles merecem”, sustentou.

Reconhecimento – As homenagens entregues durante a solenidade reconheceram projetos, trajetórias e iniciativas de destaque na enfermagem mato-grossense. Ao todo, cinco profissionais eleitos pelos próprios colegas receberam troféus representando as regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e Noroeste do estado. Os demais indicados pela categoria receberam certificados de reconhecimento pelos serviços prestados à saúde pública em seus municípios.

Representando o município de Brasnorte, a enfermeira Welma Moura recebeu um dos troféus pelo trabalho desenvolvido na área de dermatologia e tratamento de feridas de difícil cicatrização, com atuação voltada principalmente à prevenção de amputações em pacientes diabéticos. Emocionada, ela destacou a importância do reconhecimento profissional. “É muito gostoso poder estar aqui representando os colegas, os enfermeiros, os técnicos e auxiliares de Brasnorte. Receber essa homenagem é motivo de muito orgulho”, afirmou.

A enfermeira Thailla Ramalho, de Jaciara, também foi homenageada pela atuação na urgência e emergência do Hospital Municipal, especialmente pelo trabalho desempenhado desde o período da pandemia de Covid-19. Formada durante a crise sanitária, ela relembrou o início da trajetória profissional. “Me formei no meio da pandemia, naquela loucura da Covid, e foi ali que eu me encontrei. Eu decidi que era realmente o que eu queria: estar ali cuidando das pessoas”, afirmou.

Já a enfermeira do trabalho Luizaine Ramos recebeu reconhecimento pelas ações de capacitação em primeiros socorros realizadas nas escolas estaduais. “Quanto mais gente souber essas informações, mais vidas serão salvas”, ressaltou. “Primeiro socorro não é só manobra. É conhecimento técnico-científico, é saber orientar e agir da forma correta naquele momento de emergência”, completou.

Fonte: ALMT – MT

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Saúde

Cuidado integral à saúde das gestantes indígenas é prioridade do Ministério da Saúde

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No Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna, celebrado neste dia 28 de maio, o Ministério da Saúde destaca a importância dos cuidados no período pré-natal e no pós-parto para a saúde da mãe e do bebê. Instituída pela pasta, a data promove, a nível nacional, o diálogo sobre a necessidade de ampliação das políticas públicas voltadas ao cuidado integral a saúde das gestantes. Considerado um importante indicador de qualidade de vida da população, é ainda mais relevante quando se trata de áreas de difícil acesso aos serviços de saúde.

Nos territórios indígenas, por meio de ações coordenadas pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), o Ministério promove diversas iniciativas voltadas à saúde da mulher. Destacam-se a ampliação do acesso ao pré-natal, a qualificação da assistência em regiões remotas do país e, principalmente, a estruturação e incentivo à criação de políticas públicas que reconheçam o corpo, a cultura, o território e os saberes tradicionais dos povos indígenas.

“A redução da mortalidade materna entre as indígenas mulheres exige um cuidado que respeite os territórios, as ciências indígenas e a realidade de cada povo. Nosso compromisso é garantir que essas mulheres tenham acesso a uma assistência qualificada, humanizada e segura, desde o pré-natal até o pós-parto, inclusive nas regiões mais remotas do país”, afirma a secretária-adjunta da Sesai, Putira Sacuena.

Entre as estratégias desenvolvidas pelo Ministério da Saúde está a Rede Alyne, política nacional voltada à redução da morbimortalidade materna e infantil, especialmente entre populações negras e indígenas. A iniciativa busca garantir atenção humanizada e de qualidade à gestante, à parturiente, à puérpera, ao recém-nascido e à criança, além de fortalecer a articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde.

Atuação local

Nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), a Sesai intensificou o monitoramento dos indicadores maternos e infantis e ampliou ações de qualificação das equipes multiprofissionais de saúde indígena. Entre os principais eixos, está o fortalecimento do cuidado ao longo de todo o ciclo gravídico-puerperal, desde o pré-natal até o pós-parto, garantindo atendimento mais qualificado e humanizado.

As ações também incluem prevenção, diagnóstico e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, HIV/aids e hepatites virais, além de atividades educativas voltadas à saúde sexual e reprodutiva e estratégias de enfrentamento à violência doméstica e familiar.

Outro avanço é a ampliação do acesso a métodos contraceptivos, garantindo às mulheres indígenas maior autonomia sobre sua saúde reprodutiva. Entre os métodos ofertados estão DIU de cobre, contraceptivos hormonais, preservativos e implantes contraceptivos subdérmicos de longa duração.

A Sesai também vem fortalecendo a linha materna e infantil por meio do Projeto Cuidado Especializado Digital (CED), desenvolvido em parceria com o Hospital Sírio-Libanês no âmbito do Proadi-SUS. A estratégia amplia o acesso à atenção especializada em territórios remotos por meio de teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias.

Telessaúde em regiões remotas

As estratégias já vêm sendo aplicadas em diferentes territórios indígenas do país, especialmente em regiões de difícil acesso, onde a telessaúde tem se tornado uma importante aliada no cuidado.

Como parte dessas ações, entre os dias 20 e 22 de maio, o Dsei Alto Rio Negro promoveu, em São Gabriel da Cachoeira (AM), a oficina “Telessaúde na Linha de Cuidado Materna: Qualificação do Pré-Natal de Alto Risco”.

A iniciativa reuniu profissionais de saúde, lideranças indígenas e instituições parceiras para discutir desafios e estratégias relacionadas à assistência materna em territórios de difícil acesso. Durante a programação, foram abordados temas como telemonitoramento em áreas remotas, classificação de risco gestacional, prevenção da transmissão vertical de infecções, manejo de diabetes e hipertensão na gestação, emergências obstétricas e assistência ao parto seguro.

A oficina também destacou a integração entre saberes tradicionais e práticas de saúde, com debates sobre a atuação de parteiras indígenas, humanização do parto, violência obstétrica e direitos das gestantes.

A ação contou com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Defensoria Pública do Estado, Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam), reforçando a articulação interinstitucional em defesa da saúde materna indígena.

Veja como a Caderneta Brasileira da Gestante apoia o cuidado materno

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Leidiane
Silvia Alves
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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