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Saúde

Primeira Pesquisa Nacional de Saúde Mental avança no país. Ministério da Saúde reforça importância da participação da população

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A primeira Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), conduzida pelo Ministério da Saúde (MS), avançou para a oitava semana de coleta de dados em campo. Até o momento, o levantamento iniciou atividades em 427 setores censitários, de 137 municípios, distribuídos em 23 unidades federativas de todas as regiões do Brasil. O objetivo é produzir dados inéditos e representativos sobre a saúde mental da população brasileira adulta, permitindo identificar fatores associados ao sofrimento psíquico, desigualdades sociais e barreiras de acesso ao cuidado em saúde mental.

Segundo a equipe técnica responsável pelo estudo – que teve sua fase piloto iniciada em janeiro – até o dia 26 de maio foram realizadas 354 entrevistas completas. O plano amostral prevê a abordagem de 1.626 setores censitários e uma amostra inicial de 16.260 domicílios. A expectativa é alcançar aproximadamente 10 mil entrevistas válidas ao final da coleta. O método, estabelecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), garante representatividade nacional da população com 18 anos ou mais. A seleção dos participantes ocorre por amostragem probabilística em diferentes etapas: municípios, setores censitários, domicílios e moradores.

A PNSM-Brasil é uma iniciativa inédita do MS, com execução técnico-científica da Universidade Federal do Espírito Santo.

Desafios da coleta

Entre os principais desafios enfrentados pelas equipes em campo estão a elevada taxa de recusa dos domicílios e a desconfiança da população durante a abordagem inicial. De acordo com os pesquisadores, muitos participantes relatam desconhecer a pesquisa e buscam confirmar sua legitimidade junto aos serviços de saúde.

Os técnicos destacam que o tema da saúde mental ainda é cercado por estigmas, o que pode impactar a receptividade. Além disso, o cenário de golpes e fraudes recorrentes no país também contribui para o receio da população em receber entrevistadores e compartilhar informações pessoais.

O Ministério da Saúde reforça, portanto, a importância da divulgação da PNSM-Brasil junto aos serviços de saúde, gestores locais, lideranças comunitárias e meios de comunicação municipais e estaduais, para ampliar o reconhecimento da pesquisa e fortalecer a adesão da população.

Dados contribuem para o fortalecimento das políticas públicas

A PNSM-Brasil será útil para fornecer informações estratégicas para o fortalecimento das políticas públicas de saúde mental e da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados permitirão estimar a prevalência de transtornos mentais na população adulta, além de investigar fatores sociais associados ao sofrimento psíquico, como violência, desigualdades sociais, experiências traumáticas e vulnerabilidades econômicas.

Para a diretora de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não-Transmissíveis do MS, Letícia Cardoso, os resultados poderão subsidiar o planejamento, a implementação e o monitoramento de políticas públicas mais alinhadas às necessidades reais da população. “Trata-se de uma forma de apoiar a ampliação do acesso aos serviços de saúde mental e a organização da rede de cuidado. A pesquisa também poderá servir como linha de base para o acompanhamento de indicadores de saúde mental ao longo do tempo, fortalecendo as estratégias de vigilância em saúde mental no país”, explica.

Próximas etapas

A conclusão da coleta de dados está prevista para julho de 2026, ainda sem data definida. Após essa etapa, os dados passarão por processos de consistência, ponderação amostral e análise estatística. A divulgação dos primeiros resultados é esperada para o final do ano.

Até o momento, a pesquisa ainda não possui um banco de dados consolidado que permita identificar tendências ou resultados preliminares sobre a saúde mental da população brasileira. As análises exploratórias devem começar após o alcance de aproximadamente 500 entrevistas válidas.

A participação dos moradores selecionados é essencial para que o Brasil conheça, de forma ampla e representativa, a realidade da saúde mental da população e possa desenvolver políticas públicas mais efetivas, integradas e baseadas em evidências científicas.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Rede de urgência e emergência de Cuiabá ultrapassa 70 mil atendimentos mensais

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza mensalmente mais de 70 mil atendimentos nas unidades que compõem a rede de urgência e emergência da capital. Os números demonstram a importância dos serviços ofertados à população e o compromisso da gestão municipal em garantir assistência rápida aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Esses números demonstram a dimensão da rede municipal de saúde e o comprometimento das nossas equipes, que atuam diariamente para garantir atendimento à população. Estamos trabalhando para fortalecer cada vez mais os serviços, melhorar a estrutura das unidades e oferecer uma assistência humanizada e de qualidade para quem procura a rede pública de saúde”, destacou a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon.

O maior volume de atendimentos é registrado nas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital: Leblon, Pascoal Ramos, Morada do Ouro e Verdão, que somam, em média, 65.054 atendimentos por mês. As unidades funcionam 24 horas por dia e são responsáveis por atender casos de urgência e emergência de baixa e média complexidade, além de contribuir para reduzir a demanda hospitalar.

“As UPAs de Cuiabá são a principal porta de entrada da rede de urgência e emergência do município. Somente nessas quatro unidades, ultrapassamos a marca de 65 mil atendimentos mensais, o que demonstra a relevância desses serviços para a população. Nossas equipes atuam 24 horas por dia para garantir assistência rápida, segura e humanizada, mesmo diante da alta demanda registrada diariamente”, destacou o secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa.

No Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), referência para atendimentos de maior complexidade, a média mensal é de 1.305 pacientes atendidos. A unidade recebe usuários encaminhados por diversos serviços da rede de saúde, incluindo ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Corpo de Bombeiros, UPAs, policlínicas, unidades de Saúde da Família, sistema prisional, além de outros hospitais e serviços especializados.

Já o Centro Médico Infantil (CMI), voltado ao atendimento exclusivo de crianças, registra média mensal de 4.524 atendimentos. A unidade desempenha papel fundamental na assistência pediátrica da capital, oferecendo atendimento especializado e contribuindo para reduzir a procura por serviços hospitalares.

Atendimentos mensais da rede de urgência e emergência de Cuiabá:

• UPAs (Leblon, Pascoal Ramos, Morada do Ouro e Verdão): 65.054 atendimentos/mês

• Centro Médico Infantil (CMI): 4.524 atendimentos/mês

• Hospital Municipal de Cuiabá (HMC): 1.305 atendimentos/mês

• Total da rede: 70.883 atendimentos/mês

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Saúde

Obras de construção da nova sede do Cermac e MT Hemocentro chegam a 93% de execução

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A nova sede do Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidades (Cermac) e do MT Hemocentro, que está sendo construída em Cuiabá, chegou a 93% de execução. As obras têm previsão de receber um investimento de R$ 38,5 milhões e as unidades contarão com espaços modernos para melhor atender à população.

As futuras instalações das unidades especializadas estão sendo edificadas a partir da estrutura do antigo Hospital São Thomé, que terá sua área ampliada em 5.864,61 m² totais. Porém, as unidades continuam funcionando normalmente em suas sedes atuais, localizadas na Rua 13 de Junho, nº 1055, Centro Sul de Cuiabá.

“As obras e melhorias nesses espaços buscam proporcionar mais segurança e eficiência nos processos e garantir que a população tenha acesso aos serviços especializados de forma mais rápida. Com unidades modernizadas, fortalecemos a rede estadual de saúde e qualificamos ainda mais a oferta de cuidados essenciais à população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

No local que vai receber o MT Hemocentro está sendo realizada a pintura final, instalação de bancadas de granito e de luminárias externas. Também é realizada a concretagem do auditório e revisão final do telhado.

Já na área projetada para o Cermac, está sendo realizada a limpeza, a finalização da instalação de bancadas de granito e das luminárias externas, além de instalação do revestimento da fachada da unidade.

“A SES realiza as obras das unidades com foco no resultado final. Estamos preparando esses espaços para que, após a entrega, os pacientes e as equipes de saúde tenham instalações modernas, seguras e prontas para o funcionamento”, destacou a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão.

Saiba mais sobre as unidades

O MT Hemocentro é o único banco de sangue público de Mato Grosso e é responsável por armazenar e distribuir bolsas de sangue para os hospitais da rede pública. A unidade também é referência para o tratamento de patologias no sangue.

Já o Cermac é uma unidade especializada e de referência no tratamento de diversas patologias como Diabetes, Hanseníase, HIV/AIDS/Hepatites Virais, além de atuar no tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e Dermatologia Sanitária. A unidade também conta com os serviços do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e do Ambulatório Estadual de Atenção à Transexualidade.

*Sob a supervisão de Ana Lazarini

Fonte: Governo MT – MT

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