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JUSTIÇA

Réu é condenado a quase 23 anos por tentativa de feminicídio

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O Tribunal do Júri de Pontes e Lacerda (a 448 km de Cuiabá) condenou, na terça-feira (7), Juvercino Leandro de Oliveira a 22 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio qualificado contra a companheira Fátima Conceição Pachuri. Este foi o primeiro julgamento realizado na comarca após a entrada em vigor da Lei nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio. A acusação foi sustentada em plenário pela promotora de Justiça Clarisse Moraes de Ávila.O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Na sentença, a juíza presidente do Tribunal do Júri Djéssica Giseli Küntzer determinou o cumprimento da pena em regime fechado, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e determinou a execução imediata da condenação. Também foi fixada indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à vítima, em razão da violência doméstica sofrida. Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em janeiro de 2025, no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. O denunciado tentou matar a companheira utilizando um canivete e somente não consumou o feminicídio por circunstâncias alheias à sua vontade, uma vez que a vítima recebeu socorro a tempo. As investigações apontaram que o casal mantinha um relacionamento conturbado havia cerca de três anos, marcado por discussões. No dia do crime, ambos passaram parte do dia em um bar consumindo bebidas alcoólicas. Após um desentendimento motivado por ciúmes, a discussão prosseguiu na residência do casal. Durante a briga, Juvercino empurrou a companheira, passou a ofendê-la e, em seguida, a atacou com um canivete, desferindo 13 golpes em diversas partes do corpo. Gravemente ferida, Fátima perdeu a consciência, enquanto o agressor fugiu do local. A vítima sobreviveu porque foi socorrida a tempo pela irmã e pelo Corpo de Bombeiros.

Fonte: Ministério Público MT – MT

JUSTIÇA

Tentativa de feminicídio em Pontes e Lacerda resulta em condenação de 22 anos e 11 meses de prisão

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O Tribunal do Júri da 3ª Vara da Comarca de Pontes e Lacerda condenou um réu, em sessão realizada na terça-feira (7), a 22 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira. A sentença foi proferida pela juíza Djéssica Giseli Küntzer.

O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, cometido em janeiro de 2025, e acolheu a qualificadora de uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme os autos, a mulher foi atingida por 13 golpes de faca em diversas partes do corpo.

Na sentença, a magistrada destacou a gravidade da conduta, ressaltando que o crime foi praticado “no interior da própria residência da vítima, local que, por sua natureza, deveria representar um ambiente de segurança, acolhimento e refúgio”. Também considerou que o réu agiu em estado de embriaguez.

A decisão ainda levou em conta a situação de vulnerabilidade da vítima no momento da agressão. Segundo os autos, ela também estava em estado de embriaguez, o que reduziu sua capacidade de reação. O ataque ocorreu de forma repentina, sem qualquer possibilidade concreta de defesa.

Embora o crime de feminicídio não tenha sido consumado por circunstâncias alheias à vontade do agressor, o laudo pericial aponta que os golpes atingiram órgãos vitais, como o pulmão, colocando a vítima em risco iminente de morte.

Dosimetria da pena

Na fixação da pena, a juíza Djéssica Küntzer considerou desfavoráveis ao réu a culpabilidade, em razão do número de golpes desferidos, além das circunstâncias e das consequências do crime, diante dos graves danos físicos e psicológicos causados à vítima.

Além da pena de prisão, o condenado deverá pagar R$ 10 mil de indenização mínima por danos morais. A magistrada fundamentou a decisão no entendimento de que, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, o dano moral é presumido.

O julgamento também marca a aplicação da nova legislação que passou a tratar o feminicídio como crime autônomo no ordenamento jurídico brasileiro. Este foi o primeiro Tribunal do Júri da comarca a julgar uma tentativa de feminicídio sob a vigência da nova norma, que deixou de tratar o feminicídio como qualificadora do homicídio e passou a reconhecê-lo como um crime próprio, reforçando a proteção às mulheres vítimas de violência motivada pela condição do sexo feminino.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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JUSTIÇA

Novo Assinador de documentos do PJMT ganha visual moderno e mais facilidade de uso

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Assinar documentos eletrônicos do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) vai ficar mais simples e intuitivo. A partir da próxima semana, uma nova versão do Assinador Digital será disponibilizada aos usuários, com identidade visual alinhada às demais ferramentas do sistema e melhorias voltadas à experiência de uso.

A ferramenta, utilizada diariamente por magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as), passa a ter um layout mais moderno e organizado, sem alterar a segurança, a validade jurídica das assinaturas digitais ou as funcionalidades já existentes.

De acordo com o gerente sênior de Arquitetura de Sistemas do Departamento de Sistemas e Aplicações (DSA) da Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Joaquim Rodolfo Marçal Galli, a atualização priorizou a usabilidade da ferramenta.

“O Assinador de Documentos foi reestilizado para ficar mais rápido, prático e alinhado à identidade visual do Poder Judiciário. Também reorganizamos a apresentação dos documentos para facilitar a navegação. As funcionalidades continuam as mesmas. A novidade é uma experiência mais intuitiva para quem utiliza a ferramenta, além de uma organização visual mais clara dos documentos administrativos e daqueles vinculados a sistemas externos.”

Antes da implantação, o Tribunal fará uma comunicação aos usuários para apresentar as mudanças e facilitar a adaptação ao novo layout. “O objetivo é proporcionar uma transição tranquila e aprimorar a experiência de quem utiliza o sistema diariamente”, acrescenta o gerente.

O Assinador Digital é o programa responsável por permitir a assinatura eletrônica de documentos com certificado digital, garantindo autenticidade, integridade e identificação do signatário. A ferramenta é utilizada em diversos sistemas do Tribunal, possibilitando a tramitação eletrônica de processos e documentos de forma segura.

Entre as novidades da nova versão estão uma interface mais limpa e intuitiva, com informações organizadas de forma mais clara e melhor apresentação dos documentos, facilitando a localização das funções mais utilizadas. A atualização também moderniza a arquitetura da aplicação, proporcionando maior estabilidade, melhor desempenho e preparando a ferramenta para futuras evoluções tecnológicas, sem perder a compatibilidade com os sistemas do Tribunal.

A iniciativa integra o processo contínuo de modernização das soluções tecnológicas do Poder Judiciário de Mato Grosso, com foco em oferecer serviços cada vez mais eficientes, seguros e centrados na experiência do usuário.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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