A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na tarde de quarta-feira (15.7), em Rondonópolis, um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável.
O foragido, de 63 anos, tinha a prisão preventiva decretada pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis e foi preso por policiais civis da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) do município.
A investigação teve início em maio deste ano, após a vítima, de 12 anos, revelar ao pai que havia sido vítima de violência sexual praticada por um conhecido da família.
Conforme apurado, o crime ocorreu há cerca de dois anos. Desde então, por medo e em razão da situação de vulnerabilidade, a vítima permaneceu em silêncio.
Após o registro do boletim de ocorrência, a equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher passou a realizar diligências para esclarecer os fatos.
Durante a apuração, os policiais civis reuniram provas e evidências que fundamentaram o pedido de prisão preventiva do investigado, posteriormente deferido pela Justiça.
Com base na ordem judicial, os investigadores localizaram o suspeito em uma propriedade situada na zona rural de Rondonópolis.
Em cumprimento ao mandado de prisão preventiva, o suspeito foi conduzido para a adoção das providências cabíveis e, posteriormente, colocado à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil destaca que a denúncia é fundamental para o enfrentamento da violência sexual, pois permite o início das investigações, a responsabilização dos autores e a proteção de possíveis novas vítimas. A instituição orienta que qualquer suspeita ou informação sobre esse tipo de crime seja comunicada imediatamente às autoridades competentes.
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Defesa da Mulher da Delegacia de Jaciara, prendeu em flagrante, na quarta-feira (15.7), um homem, de 46 anos, pelos crimes de perseguição (stalking) e importunação sexual praticados contra uma jovem, de 20 anos, em São Pedro da Cipa. A ação contou com apoio da Polícia Militar.
As investigações apontam que a vítima era perseguida pelo suspeito havia cerca de dois meses. Sem qualquer vínculo com a jovem, ele passou a frequentar repetidamente o local onde ela trabalha, afirmando que ambos mantinham uma relação e dizendo ter recebido uma “revelação divina” de que ela seria a “mulher de sua vida”.
Mesmo após ser rejeitado pela vítima e advertido por familiares, o investigado continuou a frequentar as proximidades do estabelecimento comercial durante o expediente e nos horários de saída da jovem. Segundo a investigação, ele também passou a dirigir à vítima falas de cunho sexual e ofensivo, causando-lhe medo e sensação de insegurança.
Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe do Núcleo de Defesa da Mulher iniciou diligências e, com apoio da Polícia Militar, localizou o suspeito pouco tempo após o último episódio, efetuando sua prisão em flagrante.
Durante as investigações, a Polícia Civil recebeu informações sobre a possível existência de outras vítimas que teriam sofrido condutas semelhantes praticadas pelo investigado. Os fatos serão apurados no decorrer da investigação.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas do suspeito procurem o Núcleo de Defesa da Mulher da Delegacia de Polícia de Jaciara para registrar a ocorrência e contribuir com as investigações.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16.7), a Operação Laços de Família, para desarticular uma célula de facção criminosa responsável pelo comércio de entorpecentes na região de Confresa.
Foram cumpridos 8 mandados de prisão preventiva, cinco em Confresa e três em Penitenciárias (um em Vila Rica, um em Cuiabá e um em Nova Xavantina) e 8 mandados de busca e apreensão em Confresa e Vila Rica, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.
Também foram decretadas a quebra telemática de 13 contas Google, 13 números no WhatsApp, 13 dados telefônicos junto às operadoras e a extração forense integral dos aparelhos apreendidos.
As ordens judiciais resultaram na apreensão de porções de pasta base de cocaína, crack e maconha, além de sementes de cannabis. Também foram apreendidas balanças de precisão e farto material utilizado para o fracionamento e embalagem das substâncias para comercialização
No total, foram apreendidos 10 aparelhos celulares, 5 dispositivos de memória (pen drives) e uma motocicleta utilizada para o suporte das atividades ilícitas. Além disso, três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas.
A ação, realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, contou com o apoio das Delegacias Municipais de Confresa, de Vila Rica e de Porto Alegre do Norte no cumprimento dos mandados.
O nome da operação faz referência à forma de organização do grupo investigado. Conforme a investigação, pessoas com vínculos familiares e conjugais integravam a estrutura, com funções distribuídas entre os envolvidos.
Operação Laços de Família
A investigação teve início a partir de uma prisão em flagrante realizada pela Derf em dezembro de 2025, em Confresa, quando duas pessoas foram detidas com porções de crack e cocaína e vários aparelhos celulares.
A análise do material, autorizada judicialmente, revelou que aquela venda de varejo era apenas a ponta de um grupo criminoso.
Conforme apurado pela investigação, o grupo era dividido por funções. A estrutura incluía uma liderança, pessoas responsáveis pelo controle financeiro e pela distribuição de drogas, além de integrantes encarregados da comercialização dos entorpecentes.
A droga era entregue aos revendedores em regime de consignação, com prestação de contas obrigatória, e os pagamentos eram feitos por transferências eletrônicas. A movimentação diária do grupo ultrapassava R$ 4,5 mil.
Os integrantes também adotavam cuidados para dificultar a ação policial, com uso de linguagem cifrada para se referir aos entorpecentes e apagamento constante das conversas.
As investigações também apontam que o grupo utilizava um imóvel como base para reuniões e para a realização dos chamados “tribunais do crime”, julgamentos informais em que eram definidas punições a integrantes que, segundo a apuração, descumpriam regras impostas pela própria organização.
Crimes violentos registrados na região, possivelmente ligados a essas decisões, são objeto de investigação em procedimento próprio conduzido pela Delegacia Municipal de Confresa, com compartilhamento de provas autorizado pela Justiça.