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Economia & Finanças

Cesta básica em Cuiabá começa maio com nova alta e se aproxima dos R$ 900

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Em alta pela sexta semana consecutiva, a cesta básica em Cuiabá iniciou o mês de maio custando R$ 892,90. O aumento observado no período foi de 8,07%, segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT). Além disso, a alta também permanece no comparativo anual, com o valor atual 6,91% maior em relação aos R$ 835,17 observados no mesmo período de 2025.

Gustavo Ourique – O elevado custo da cesta compromete o consumo de produtos considerados essenciais pelas famílias da capital, conforme explica o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, que também destacou o aumento no preço da lista de mantimentos em relação ao ano passado.

“O custo médio da cesta ultrapassando novos patamares históricos e intensifica a pressão sobre o orçamento das famílias, sobretudo diante da elevação dos preços em relação ao mesmo período do ano passado. A tendência de aumento no valor da cesta básica demonstra como o custo de vida na cidade também tem sido impulsionado pela alta de alguns alimentos, como a batata e o tomate.”

Com alta pela quinta semana consecutiva, a batata registrou incremento de 13,87%, atingindo a média de R$ 7,02/kg, o que deixa o preço atual 12,57% maior em comparação ao mesmo período do ano passado. Conforme análise do IPF-MT, a finalização das colheitas da safra atual, sem previsão de início da próxima, pode estar provocando restrição na oferta, fator que ajuda a explicar a alta nos preços.

Assim como a batata, o tomate também apresentou aumento por motivos semelhantes relacionados ao fim da safra. O valor subiu 1,49%, chegando à média de R$ 12,07/kg. No comparativo anual, o produto já está 52,93% mais caro. A alta está relacionada à menor oferta e à maior presença de tomates de baixa qualidade, condição que pode ter intensificado a pressão sobre os preços.

Outro produto com variação expressiva, desta vez em queda, foi o óleo de soja, que apresentou redução de 1,67%, atingindo a média de R$ 8,00 por garrafa de 900 ml. A redução pode estar relacionada às boas expectativas para a safra atual da soja e à menor demanda pelo produto, refletindo em preços mais baixos.

Ainda sobre os consecutivos avanços de preço da cesta, Wenceslau Júnior esclarece que “esse novo recorde da cesta básica mostra que os preços continuam pressionando o orçamento das famílias. Apesar da estabilidade ou queda em alguns produtos, itens essenciais seguem mais caros e comprometendo o poder de compra da população”.

 

O Sistema Comércio em Mato Grosso, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

 

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Levantamento da Conab e Dieese aponta para nova alta nos preços da cesta básica

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Custo da cesta básica de alimentos teve alta nas 27 capitais na variação entre março e abril, como mostra a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos; já se considerarmos os últimos 12 meses, o preço registrou queda em nove das capitais pesquisadas

CONAB – A edição de maio da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos já está disponível. Divulgado nesta segunda-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o levantamento indica que o custo da cesta ficou maior no mês passado em relação a março deste ano nas 27 capitais brasileiras. De acordo com análise da Superintendência de Gestão da Oferta da Companhia, as variações de preços dos combustíveis, consequência da guerra entre Irã e Estados Unidos, também trazem impactos nos preços dos produtos no varejo.

“No entanto, essa influência varia de acordo com a cadeia produtiva a ser analisada. Cada setor tem suas particularidades e a influência que os combustíveis exercem na composição dos preços pode variar. Ainda assim, foi verificado aumento no custo nas operações de remoção dos produtos”, explica o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Companhia, Gabriel Rabello.

O estudo também mostra que ao considerarmos o período de abril de 2025 a abril de 2026, o preço do conjunto de alimentos básicos caiu em 9 das capitais pesquisadas. Já na análise mensal, entre março e abril deste ano, as principais altas ocorreram em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%). Ainda assim, São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 906,14), seguida por Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26).

Dentre os produtos analisados, o leite integral registrou variação positiva em todas as 27 cidades. De acordo com a pesquisa, a redução da oferta no campo, devido à entressafra, elevou os preços dos derivados lácteos. O preço da batata também aumentou em todas as cidades do Centro-Sul, onde as cotações do alimento são pesquisadas, e a restrição de oferta do tubérculo pelo final da safra explica a elevação verificada no varejo.

O valor médio de comercialização do feijão no varejo ficou mais elevado em 26 cidades, registrando queda apenas em Belo Horizonte (-1,07%). A demanda sustentou o preço do feijão carioca e impactou também o valor comercializado do grão preto. No caso do tomate, o aumento foi verificado em 25 cidades, com taxas entre 1,75%, em Recife, e 25,58%, em Fortaleza. Assim como para a batata, a menor quantidade de tomate no mercado, influenciada pelo período de entressafra, reflete em cotações mais elevadas.

O quilo do pão francês e o preço da carne bovina de primeira subiram em 22 capitais pesquisadas. O trigo em grão seguiu com oferta restrita e alta demanda, o que provocou aumento do custo das farinhas, refletindo nos valores praticados para o pão. Já para as carnes, as altas no varejo foram sustentadas pela demanda aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate. Mesmo com o início da colheita do grão, a Conab e o Dieese também verificaram alta nos preços do arroz em 21 cidades, uma vez que o orizicultor disponibilizou poucos lotes de arroz para venda, à espera de melhores preços, o que diminuiu o volume comercializado.

Por outro lado, o valor do quilo do café em pó ficou menor em 22 das 27 cidades, com as reduções mais expressivas em Cuiabá, -4,56% e Rio Branco, -3,80%. A proximidade da safra, o menor volume exportado e as incertezas mundiais reduziram os preços do grão também no varejo.

Análise dos últimos doze meses – A pesquisa também mostra que entre abril de 2025 e abril de 2026, o custo da cesta ficou maior em 18 capitais e menor em outras nove. As altas mais expressivas foram registradas em Cuiabá (9,99%), Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%). Já as quedas variaram entre -4,84%, em São Luís, e -0,34%, em São Paulo.

Dentre os produtos analisados, os preços do arroz e do açúcar caíram em todas as praças pesquisadas nos últimos 12 meses. No caso do café e da manteiga, a queda foi registrada em 24 das 27 capitais.

Parceria Conab e Dieese – A coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras, resultado da parceria entre a Conab e o Dieese. A iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos com todas as capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

Para acessar informações detalhadas sobre os valores dos produtos que compõem a cesta básica nas 27 capitais, consulte a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos referente aos preços praticados em abril de 2026 no site da Conab e no portal do Dieese.

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Como funciona investir no Tesouro Reserva

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Aposta do governo para atrair pequenos investidores e estimular a poupança, o Tesouro Reserva, lançado nesta segunda-feira (11), tem como alvo quem busca guardar dinheiro com segurança, liquidez e simplicidade. 

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

ABr – A aplicação começa com valor mínimo de R$ 1, rende diariamente conforme a Taxa Selic (juros básicos da economia) e poderá ser movimentada 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.

A nova modalidade surge como uma tentativa do governo de ampliar o acesso aos investimentos públicos e competir diretamente com produtos populares dos bancos e fintechs, como poupança, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e as chamadas “caixinhas” digitais.

Neste primeiro momento, o Tesouro Reserva estará disponível apenas para os cerca de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil. O Tesouro Nacional informou que negocia a entrada de outras instituições financeiras na nova plataforma.

O que é

O Tesouro Reserva é um título público federal. Na prática, quem investe está emprestando dinheiro ao governo em troca de remuneração.

O rendimento acompanha a taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. Como os juros básicos estão elevados, o novo título tende a render bem mais do que a poupança.

A proposta do Tesouro Nacional é que o produto funcione como uma opção simples para reserva de emergência, ou seja, dinheiro guardado para despesas inesperadas, como problemas de saúde, desemprego ou consertos.

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, a ideia é aproximar o investimento público da experiência já oferecida pelos aplicativos bancários.

Como funciona

O Tesouro Reserva terá rendimento diário e poderá ser resgatado a qualquer momento.

Diferentemente de outros títulos públicos, ele não terá a chamada “marcação a mercado”, mecanismo que faz o valor dos investimentos oscilar diariamente conforme as condições econômicas.

Na prática, isso significa que o investidor não verá o saldo cair temporariamente no extrato, algo comum em outros papéis do Tesouro Direto.

Nos títulos tradicionais, o preço varia de acordo com juros, inflação e percepção de risco do mercado. Assim, quem resgata antes do vencimento pode ganhar mais ou menos do que imaginava.

No Tesouro Reserva, o cálculo seguirá a chamada “marcação na curva”, em que os juros são contabilizados dia após dia, reduzindo oscilações visíveis para o investidor.

Rendimento

Com a Selic em 14,5% ao ano, o Tesouro Reserva deve superar com folga a rentabilidade da poupança.

Hoje, a caderneta rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) quando os juros básicos estão acima de 8,5% ao ano. Nos últimos 12 meses, a poupança rendeu 7,53%.

Segundo simulações do próprio Tesouro Nacional, uma aplicação de R$ 1 mil poderia atingir:

  •    R$ 1.051,23 em seis meses: R$ 20,85 a mais que a poupança;
  •    R$ 1.101,82 em um ano: R$ 40,14 a mais que a poupança;
  •    R$ 1.207,12 em dois anos: R$ 79,96 a mais que a poupança.

Aplicação mínima

Outro diferencial é o baixo valor de entrada. Enquanto outros títulos do Tesouro exigem aportes maiores, o Tesouro Reserva permitirá aplicações a partir de R$ 1.

O limite máximo será de R$ 500 mil por pessoa. Segundo o governo, a medida busca atrair pessoas que ainda não investem ou mantêm dinheiro parado na conta corrente.

Negociação 24 horas

O Tesouro Reserva é o primeiro título público brasileiro com negociação contínua.

Isso significa que aplicações e resgates poderão ser feitos 24 horas por dia, sete dias por semana, sem depender do horário tradicional do mercado financeiro.

Hoje, o Tesouro Direto opera apenas em horários específicos dos dias úteis. Em operações de resgate, o dinheiro leva de um a dois dias úteis para cair na conta do investidor.

A nova plataforma também permitirá movimentações via Pix.

Impostos e taxas

O investimento terá cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos, seguindo a tabela regressiva da renda fixa:

  •     22,5% para aplicações de até 180 dias;
  •     20% entre 181 e 360 dias;
  •     17,5% entre um e dois anos;
  •     15% acima de dois anos.

A tabela é a mesma que incide sobre os demais investimentos em renda fixa. O IR incide sobre os rendimentos, não sobre o total aplicado.

Como nos demais títulos do Tesouro Nacional, também haverá cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para resgates realizados nos primeiros 30 dias.

Até R$ 10 mil investidos, não haverá taxa de custódia da B3.Acima desse valor, será cobrada taxa de 0,20% ao ano.

Poupança

Apesar de funcionar como concorrente da poupança, o Tesouro Reserva tem diferenças importantes. A principal está na rentabilidade. Com juros altos, o novo título tende a entregar retorno maior.

Além disso, o rendimento será diário, enquanto a poupança só rende no chamado “aniversário” mensal da aplicação.

A poupança continua isenta de Imposto de Renda, algo que não ocorre no Tesouro Reserva.

Concorrência

O novo produto também vai disputar espaço com CDB, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito ao Agronegócio (LCA) oferecidos por bancos e corretoras.

Em muitos casos, esses investimentos privados podem oferecer rentabilidade maior, com mais de 100% do CDI, especialmente em períodos de juros elevados. Os títulos públicos vinculados à Selic rendem 100% do CDI.

A diferença é que alguns investimentos privados exigem prazos maiores para resgate ou têm regras mais rígidas de liquidez.

Enquanto os produtos bancários contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), os títulos públicos têm garantia do próprio governo federal.

Meta

O Tesouro Nacional quer ampliar significativamente o número de investidores pessoa física.

Hoje, os títulos públicos somam cerca de 3,4 milhões de investidores. A expectativa oficial é superar 10 milhões de aplicadores nos próximos anos com a nova plataforma.

O governo aposta principalmente na facilidade de acesso, no baixo valor de entrada e na possibilidade de movimentação instantânea para atrair novos usuários.

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